O paradoxo da capacitação: usando a amizade para capacitação no hemisfério sul

Este artigo propõe uma estrutura teórica, o Paradoxo da Capacitação, que define o trabalho de relacionamento individual como a base para a capacitação. Ele explica por que a capacitação tem sido até agora, em grande parte, mal-sucedida. O “trabalho de relacionamento” é central para as funções dos que trabalham na área prática. Ele consiste em “trabalho dependente” e “trabalho de amizade”, sendo o trabalho de amizade sinônimo de capacitação. Para realizar o trabalho de relacionamento, os atuantes na área prática requerem poder para superar os obstáculos ambientais. Recursos financeiros surgem como a influência ambiental predominante, freqüentemente estimulando os atuantes na área prática a utilizarem o trabalho dependente em vez do trabalho de amizade. Isto resulta em uma redução da capacidade e não contribui para o desenvolvimento sustentável. A maior parte da literatura atual oferece ferramentas organizacionais e institucionais para capacitação. Embora exista um crescente reconhecimento da centralidade dos relacionamentos pessoais neste trabalho, não existe ainda uma estrutura teórica dentro da qual alocá-lo. O artigo apresenta uma pesquisa original das experiências das pessoas sobre o trabalho de capacitação em um contexto de desenvolvimento e propõe um modelo conceitual que pode ter implicações importantes para a prática de capacitação.
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